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Por Alexandre “Q”

Uma noite muito louca regada de histórias de terror e muito medo, após se despedir das meninas, deixo a casa de meu grande amigo, recuso uma carona ou a companhia de alguém para meu regresso. Pensando comigo, “sou um homem que sempre anda só” somente acompanhado pelos meus passos.

Após deixar o centro da cidade penso em cortar caminho pelo parque, no escuro entre as arvores começo a me lembrar de todas as histórias de assombrações e folclore que eu escutei, e sinto como se alguém estivesse a me observar, acelero o passo como se tivesse algum compromisso, mas não consigo deixar de sentir, aquele medo que sobe pela nuca, como se a qualquer momento algo chegasse mais perto, viro- me e olho para traz, não vejo nada, o medo me compele a  escuridão me cerca de todos os lados, as sombras dançam sob minhas costas materializando em minha mente aquelas imagens que tanto tenho medo.

Após deixar o parque sinto-me aliviado, e penso eu sou um homem que anda sempre só e não tenho a que temer, chego a meu prédio, pego o elevador, e no hall me vejo a tatear desesperadamente a parede e a procurar o interruptor, e o medo traz aquelas formas e a sensação de volta, mas não tenho coragem de olhar para traz novamente, quando acendo o interruptor vejo que estou novamente no hall de meu andar e busco por minhas chaves.

Quando as encontro, a luz se apaga novamente, o terror se apossa de minha alma e ponho a chave na fechadura, ao abrir a porta posso  ver olhos a brilhar, no canto da sala a minha espera.

Ligo a luz e nada encontro, e como sou um solitário andarilho vou dormir sem ninguém para contar, que o medo esta lá, o meu medo da escuridão ficará.

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